Ingestão
A rotina que traz o dado do ERP, do CRM, das planilhas e das interfaces de terceiros — em horário que não concorre com a operação.
A malha que sustenta a operação: por onde o dado entra, onde ele fica, como vira variável, onde o modelo é treinado e registrado, e por onde a resposta sai. Tudo dentro de uma fronteira que você controla.
O que decide se a IA dura não é o algoritmo — é o encanamento em volta dele.
Num projeto de IA, o código do modelo costuma ser uma fração pequena do que precisa existir. O resto é ambiente: trazer o dado do ERP todo dia sem derrubar o banco de produção, guardar o histórico de um jeito que permita voltar no tempo, construir as mesmas variáveis no treino e na produção, registrar qual modelo está no ar, expor a resposta com segurança e enxergar tudo isso quando algo der errado.
Nós desenhamos esse ambiente do tamanho do problema. Uma distribuidora com um ERP e três planilhas não precisa da mesma arquitetura de um grupo com seis filiais e sistemas diferentes em cada uma — e propor a segunda para a primeira é encarecer o projeto sem melhorar o resultado.
A fronteira é sua. Dado sensível não sai do seu ambiente sem uma decisão explícita, tomada por escrito antes de escrever código. Quando o projeto usa um provedor externo de IA, isso vem com cláusula de não-treinamento e com anonimização do que for pessoal.
Arquitetura boa é a que a sua equipe consegue operar sem nós. Documentada, com nomes que fazem sentido para o negócio e sem depender de uma única cabeça.
O caminho completo do dado, da origem até a resposta observada.
A rotina que traz o dado do ERP, do CRM, das planilhas e das interfaces de terceiros — em horário que não concorre com a operação.
O histórico organizado e versionado, para que uma consulta feita hoje sobre o mês passado dê o mesmo resultado daqui a um ano.
A construção das variáveis que o modelo consome, escrita uma vez e usada igual no treino e em produção.
Os experimentos versionados, com dados, parâmetros e resultado guardados. Modelo publicado sempre tem origem rastreável.
A camada que responde aos seus sistemas, com autenticação, limite de uso e plano B declarado.
Registro de acesso, acompanhamento de desempenho, custo por período e permissão por perfil.
Como as camadas conversam — e onde fica a fronteira do seu ambiente.
Enxuto no começo, crescendo só quando o uso justifica.
Definimos as camadas necessárias para o seu caso, onde cada uma roda e que dado atravessa qual fronteira. Sai no papel antes de sair no código.
Subimos o ambiente com o mínimo que sustenta o projeto — e com o custo mensal estimado antes de ligar qualquer coisa.
Conectamos ERP, CRM e demais origens, com acesso somente-leitura onde for possível e janela de execução combinada.
Documentação, treinamento da sua TI e acompanhamento. O ambiente é seu; ficar conosco é escolha.
Nenhuma delas é detalhe técnico: todas mudam custo, risco ou velocidade.
Ferramentas escolhidas pelo problema — nunca por moda.
As quatro opções que aparecem na prática, com o que cada uma cobra em troca.
| Opção | Quando faz sentido | Ponto de atenção |
|---|---|---|
| Nuvem gerenciada | começar rápido, sem investir em máquina | o custo é mensal e cresce com o uso: precisa ser acompanhado |
| Servidor próprio | já existe infraestrutura e equipe de TI | atualização, backup e continuidade passam a ser responsabilidade sua |
| Modelo aberto na sua infraestrutura | dado sensível que não deve sair de casa | exige mais máquina e um cuidado maior de sustentação |
| Provedor externo de IA | assistentes e leitura de documentos com ganho imediato | exige contrato com cláusula de não-treinamento e anonimização antes do envio |
O que combinamos antes de começar — e cobramos de nós mesmos durante o projeto.
As dúvidas que mais aparecem nesta etapa. Sobre prazo, forma de cobrança e contrato, veja as perguntas frequentes da YveTech.
Não necessariamente. Boa parte dos modelos tabulares que atendem operações de médio porte roda com folga em um servidor comum. Nuvem entra quando o volume, o pico de uso ou a necessidade de imagem e linguagem justificam — e aí com o custo estimado antes.
Só se você decidir, e a decisão fica registrada. Quando o projeto usa provedor externo, definimos antes o que pode ser enviado, o que é anonimizado e qual a base legal. Onde isso é inaceitável, o caminho é modelo aberto rodando na sua própria infraestrutura.
O ambiente é do tamanho do problema. Já entregamos projeto cujo "ambiente" era uma rotina diária, um banco e uma interface — porque era o que sustentava o caso. Complexidade que não se paga é custo, não é engenharia.
Definido no início: sua TI com a nossa documentação, nossa sustentação com escopo fechado, ou um modelo misto. O que não fazemos é entregar um ambiente que só nós sabemos operar.
Antes de falar em arquitetura, falamos do problema. Conte o seu cenário e devolvemos o desenho mínimo que o sustenta.
As quatro etapas do método e os três recortes da operação — cada uma com o seu próprio detalhamento.