Caminho do dado
Onde cada informação nasce, quem a alimenta e quantas vezes ela é redigitada até chegar ao relatório da diretoria.
Antes de falar em ERP, CRM ou integração, seguimos o caminho de um pedido do primeiro contato até o recebimento. Ao final você enxerga onde a informação nasce, onde ela é digitada de novo e por que cada setor tem um número diferente.
O ERP guarda o que a empresa registra. A planilha ao lado guarda o que a empresa faz.
Quase toda empresa de médio porte opera em dois sistemas ao mesmo tempo: o que está instalado e o que foi improvisado em volta dele. O pedido entra no ERP, mas o desconto excepcional fica num e-mail; o estoque tem saldo na tela, e o saldo confiável está na planilha do encarregado; o cliente tem cadastro, e o histórico que interessa está no aplicativo de mensagens de quem vende. Nenhuma integração conserta um processo que ninguém desenhou.
O mapeamento existe para colocar os dois no papel. Seguimos um pedido inteiro — do primeiro contato ao recebimento — e anotamos cada vez que um dado é digitado, conferido, corrigido ou copiado de um lugar para outro. Onde há retrabalho, marcamos; onde há espera, medimos; onde a mesma informação existe em três lugares, apontamos qual deles a empresa realmente usa para decidir.
A pergunta que orienta tudo é simples e desconfortável: qual é a fonte da verdade de cada informação? Quando não existe resposta única para faturamento, estoque ou carteira de clientes, não é falta de sistema — é falta de decisão. E essa decisão é sua, tomada com o mapa na mão, não nossa, tomada dentro de um projeto.
Se o mapeamento mostrar que o seu problema se resolve com dois ajustes de processo e uma integração, dizemos isso — mesmo que a conversa tenha começado com pedido de sistema novo.
Seis frentes que, juntas, explicam por que os números não fecham hoje.
Onde cada informação nasce, quem a alimenta e quantas vezes ela é redigitada até chegar ao relatório da diretoria.
Qual sistema manda em cada dado: cadastro de cliente, preço, saldo de estoque, situação do título. Sem isso definido, integrar só espalha a divergência.
Todo arquivo que virou sistema de fato. Ele não é o vilão — é a evidência do que falta no sistema oficial.
Desconto, prazo, aprovação, bloqueio de crédito. O que hoje é combinado no corredor e precisa virar regra registrada.
Quais números a diretoria acompanha, de onde eles saem e quanto tempo alguém gasta por mês para montá-los.
Quem enxerga o quê, o que é dado pessoal, o que exige trilha de auditoria e o que precisa de base legal pela LGPD.
Documentos feitos para serem lidos por quem decide — e usados por quem vai construir.
De duas a quatro semanas, conforme o número de setores envolvidos.
Falamos com quem vende, fatura, compra, separa e cobra. O gestor descreve o processo aprovado; quem executa conhece as exceções.
Seguimos pedidos concretos pelo caminho inteiro, inclusive os que deram problema. É neles que o processo se revela.
Olhamos as bases em modo somente leitura: volume, campos usados de verdade, cadastros duplicados e o que já não é alimentado.
Apresentamos o mapa, a conta do retrabalho e a ordem recomendada de ataque — o que dá mais retorno com menos ruptura.
Os sinais de que o problema é de circulação da informação, e não de falta de software.
Entregáveis concretos — seus, exista ou não projeto depois.
O padrão se repete de empresa para empresa — muda o setor onde ele dói mais.
| Setor | Onde a informação escapa | O que isso custa |
|---|---|---|
| Comercial | histórico do cliente no aplicativo de mensagens de quem vende | a carteira sai junto com o vendedor |
| Estoque | saldo real numa planilha, porque o sistema não trata reserva | venda de item que não existe e ruptura invisível |
| Compras | cotação por e-mail, sem registro comparável | perda do histórico de preço e de poder de negociação |
| Faturamento | regra fiscal aplicada de cabeça nos casos especiais | nota errada, retrabalho e risco fiscal |
| Financeiro | baixa parcial anotada fora do sistema | relatório de inadimplência em que ninguém confia |
| Diretoria | indicador montado à mão em planilha todo mês | decisão tomada com número de trinta dias atrás |
O que combinamos antes de começar — e cobramos de nós mesmos durante o projeto.
As dúvidas que mais aparecem nesta etapa. Sobre prazo, forma de cobrança e contrato, veja as perguntas frequentes da YveTech.
Não. O trabalho acontece junto com a rotina: conversas curtas com quem opera, acompanhamento de pedidos reais e leitura das bases em modo somente leitura. O que pedimos é agenda de uma a duas horas por setor, distribuída ao longo das semanas — não uma parada.
É uma preocupação legítima, e a forma de conduzir muda tudo. Deixamos claro desde a primeira conversa que procuramos onde o sistema falha, não onde a pessoa falha. A planilha paralela, aliás, é tratada como o que ela é: uma solução que alguém criou porque o sistema não resolvia — e uma pista valiosa do que precisa existir.
Serve como ponto de partida e encurta o caminho. O que fazemos é conferir contra a prática, porque mapa de processo costuma envelhecer rápido e descrever o fluxo aprovado em vez do executado. Aproveitamos o que ainda vale e atualizamos o resto, sem refazer do zero.
Sim, com valor fechado antes de começar, e quando o projeto avança conosco ele entra como parte dele. É trabalho de gente sênior e tem entrega própria: você sai dele com o mapa, a matriz de fonte da verdade e a conta do retrabalho — inclusive para levar a outro fornecedor, se preferir.
O mapeamento começa com uma conversa de contexto, sem compromisso. Conte o seu cenário e retornamos em até 1 dia útil.
As quatro etapas do método e os três recortes da operação — cada uma com o seu próprio detalhamento.