Método YveTech de Sistemas · Etapa 01

Mapeamento dos processos

Antes de falar em ERP, CRM ou integração, seguimos o caminho de um pedido do primeiro contato até o recebimento. Ao final você enxerga onde a informação nasce, onde ela é digitada de novo e por que cada setor tem um número diferente.

O sistema oficial e o sistema real raramente são o mesmo

O ERP guarda o que a empresa registra. A planilha ao lado guarda o que a empresa faz.

Quase toda empresa de médio porte opera em dois sistemas ao mesmo tempo: o que está instalado e o que foi improvisado em volta dele. O pedido entra no ERP, mas o desconto excepcional fica num e-mail; o estoque tem saldo na tela, e o saldo confiável está na planilha do encarregado; o cliente tem cadastro, e o histórico que interessa está no aplicativo de mensagens de quem vende. Nenhuma integração conserta um processo que ninguém desenhou.

O mapeamento existe para colocar os dois no papel. Seguimos um pedido inteiro — do primeiro contato ao recebimento — e anotamos cada vez que um dado é digitado, conferido, corrigido ou copiado de um lugar para outro. Onde há retrabalho, marcamos; onde há espera, medimos; onde a mesma informação existe em três lugares, apontamos qual deles a empresa realmente usa para decidir.

A pergunta que orienta tudo é simples e desconfortável: qual é a fonte da verdade de cada informação? Quando não existe resposta única para faturamento, estoque ou carteira de clientes, não é falta de sistema — é falta de decisão. E essa decisão é sua, tomada com o mapa na mão, não nossa, tomada dentro de um projeto.

Se o mapeamento mostrar que o seu problema se resolve com dois ajustes de processo e uma integração, dizemos isso — mesmo que a conversa tenha começado com pedido de sistema novo.

O que olhamos em cada setor

Seis frentes que, juntas, explicam por que os números não fecham hoje.

Caminho do dado

Onde cada informação nasce, quem a alimenta e quantas vezes ela é redigitada até chegar ao relatório da diretoria.

Fonte da verdade

Qual sistema manda em cada dado: cadastro de cliente, preço, saldo de estoque, situação do título. Sem isso definido, integrar só espalha a divergência.

Planilhas paralelas

Todo arquivo que virou sistema de fato. Ele não é o vilão — é a evidência do que falta no sistema oficial.

Regras e alçadas

Desconto, prazo, aprovação, bloqueio de crédito. O que hoje é combinado no corredor e precisa virar regra registrada.

Indicadores em uso

Quais números a diretoria acompanha, de onde eles saem e quanto tempo alguém gasta por mês para montá-los.

Acessos e conformidade

Quem enxerga o quê, o que é dado pessoal, o que exige trilha de auditoria e o que precisa de base legal pela LGPD.

O que sai do mapeamento

Documentos feitos para serem lidos por quem decide — e usados por quem vai construir.

Como a etapa acontece

De duas a quatro semanas, conforme o número de setores envolvidos.

Conversa com quem opera

Falamos com quem vende, fatura, compra, separa e cobra. O gestor descreve o processo aprovado; quem executa conhece as exceções.

Acompanhamento do fluxo real

Seguimos pedidos concretos pelo caminho inteiro, inclusive os que deram problema. É neles que o processo se revela.

Leitura dos sistemas atuais

Olhamos as bases em modo somente leitura: volume, campos usados de verdade, cadastros duplicados e o que já não é alimentado.

Devolutiva e priorização

Apresentamos o mapa, a conta do retrabalho e a ordem recomendada de ataque — o que dá mais retorno com menos ruptura.

Você reconhece a sua empresa aqui?

Os sinais de que o problema é de circulação da informação, e não de falta de software.

  • Dois relatórios, dois números — e a reunião começa discutindo qual deles está certo.
  • O mesmo dado digitado três vezes — no sistema, na planilha e no e-mail de confirmação.
  • Fechamento que consome dias — alguém monta o número do mês juntando arquivo de vários setores.
  • Ninguém sabe explicar a regra — o desconto ou o prazo dependem de quem atendeu.

O que você recebe no fim

Entregáveis concretos — seus, exista ou não projeto depois.

  • Mapa dos processos — o fluxo desenhado por setor, com gargalos e retrabalho apontados.
  • Matriz de fonte da verdade — qual sistema manda em cada informação, com as divergências atuais listadas.
  • Custo da duplicidade — quantas horas por mês a redigitação consome hoje, em número.
  • Plano em ondas — a ordem sugerida de implantação, começando pelo que rende mais cedo.

Onde a informação costuma escapar

O padrão se repete de empresa para empresa — muda o setor onde ele dói mais.

Setor Onde a informação escapa O que isso custa
Comercial histórico do cliente no aplicativo de mensagens de quem vende a carteira sai junto com o vendedor
Estoque saldo real numa planilha, porque o sistema não trata reserva venda de item que não existe e ruptura invisível
Compras cotação por e-mail, sem registro comparável perda do histórico de preço e de poder de negociação
Faturamento regra fiscal aplicada de cabeça nos casos especiais nota errada, retrabalho e risco fiscal
Financeiro baixa parcial anotada fora do sistema relatório de inadimplência em que ninguém confia
Diretoria indicador montado à mão em planilha todo mês decisão tomada com número de trinta dias atrás

Compromissos desta etapa

O que combinamos antes de começar — e cobramos de nós mesmos durante o projeto.

2–4 sem.duração típica do mapeamento
Todos os setoresouvidos, inclusive quem opera
1 fonteda verdade definida por informação
Documentos seuso mapa fica com você de qualquer forma

Perguntas frequentes sobre mapeamento dos processos

As dúvidas que mais aparecem nesta etapa. Sobre prazo, forma de cobrança e contrato, veja as perguntas frequentes da YveTech.

Preciso parar a operação para vocês mapearem?

Não. O trabalho acontece junto com a rotina: conversas curtas com quem opera, acompanhamento de pedidos reais e leitura das bases em modo somente leitura. O que pedimos é agenda de uma a duas horas por setor, distribuída ao longo das semanas — não uma parada.

Minha equipe vai achar que estão auditando o trabalho dela?

É uma preocupação legítima, e a forma de conduzir muda tudo. Deixamos claro desde a primeira conversa que procuramos onde o sistema falha, não onde a pessoa falha. A planilha paralela, aliás, é tratada como o que ela é: uma solução que alguém criou porque o sistema não resolvia — e uma pista valiosa do que precisa existir.

Já temos um mapeamento feito por uma consultoria. Serve?

Serve como ponto de partida e encurta o caminho. O que fazemos é conferir contra a prática, porque mapa de processo costuma envelhecer rápido e descrever o fluxo aprovado em vez do executado. Aproveitamos o que ainda vale e atualizamos o resto, sem refazer do zero.

O mapeamento é cobrado à parte?

Sim, com valor fechado antes de começar, e quando o projeto avança conosco ele entra como parte dele. É trabalho de gente sênior e tem entrega própria: você sai dele com o mapa, a matriz de fonte da verdade e a conta do retrabalho — inclusive para levar a outro fornecedor, se preferir.

Quer enxergar o caminho dos seus dados antes de decidir?

O mapeamento começa com uma conversa de contexto, sem compromisso. Conte o seu cenário e retornamos em até 1 dia útil.