Método YveTech de Sistemas · Etapa 02

Modelagem e migração

Aqui o mapa vira estrutura. Modelamos a base que passa a ser a fonte da verdade e trazemos o histórico do sistema antigo com conferência de totais — o sistema velho só é desligado depois que os números fecham.

Migração não é copiar tabela: é decidir o que é verdade

O trabalho difícil não é mover o dado. É escolher qual dos três cadastros do mesmo cliente sobrevive.

Todo sistema antigo carrega o mesmo conjunto de heranças: o cliente cadastrado três vezes com grafias diferentes, o produto que mudou de código no meio do caminho, a condição de pagamento que só existe para um cliente específico, o campo de observação onde alguém guardou informação que deveria ter campo próprio. Copiar isso para um sistema novo é trocar de tela e manter o problema.

A modelagem vem antes: definimos as entidades que sustentam o negócio — cliente, produto, pedido, título, movimento de estoque —, os relacionamentos entre elas e as regras que o banco precisa garantir sozinho. Restrição de integridade não é preciosismo técnico; é o que impede um pedido de existir sem cliente e um saldo de estoque de ficar negativo por um caminho torto.

Só então a migração acontece, e ela é iterativa: uma carga de ensaio, um relatório de divergências, correção na origem ou na regra de conversão, nova carga. Repetimos até os totais baterem — saldo por conta, quantidade de registros por período, faturamento por mês, saldo de estoque por item. Fechamento de números é o critério de aceite, não a sensação de que está tudo certo.

O sistema antigo permanece disponível para consulta por um período combinado. Desligá-lo antes de os números fecharem é como queimar o arquivo morto no dia da mudança.

O que a etapa entrega

Da estrutura da base ao relatório que autoriza desligar o sistema antigo.

Modelo de dados

Entidades, relacionamentos, chaves e restrições desenhados para o seu negócio — e documentados, não apenas implementados.

Regras de conversão

Como cada campo antigo vira campo novo, inclusive o que se perde por não ter equivalente. Escrito e aprovado antes da carga.

Deduplicação de cadastro

Cliente, fornecedor e produto repetidos identificados por critério objetivo, com a decisão de fusão registrada.

Conferência de totais

Faturamento por mês, saldo por conta, quantidade por período e saldo por item comparados entre o sistema antigo e o novo.

Trilha e integridade

O que o banco garante sozinho: nada de pedido órfão, saldo impossível ou data fora de faixa entrando por atalho.

Dados pessoais

O que é dado pessoal ganha tratamento próprio: acesso restrito, política de retenção e anonimização onde ele não precisa ser identificável.

Como a migração é conferida

Os artefatos que mostram, em número, que o histórico chegou inteiro.

Como a etapa acontece

De três a oito semanas, conforme o volume e o estado das bases de origem.

Modelagem

Desenhamos a base a partir do mapeamento e validamos com você em linguagem de negócio, não em diagrama técnico.

Extração e limpeza

Trazemos os dados do sistema atual, tratamos duplicidade, padronizamos formato e registramos toda decisão de conversão.

Cargas de ensaio

Rodadas sucessivas em ambiente separado, cada uma com relatório de divergência. Nenhuma carga acontece direto em produção.

Conferência e aceite

Você confere os totais que conhece de cor. Só com eles fechando é que a base nova assume a operação.

O que mais costuma aparecer no caminho

Nenhum destes é sinal de empresa desorganizada — todos aparecem em quase toda migração.

  • Cadastro em triplicata — o mesmo cliente com três grafias e três históricos separados.
  • Campo usado para outra coisa — observação guardando dado que precisaria de campo próprio.
  • Códigos que mudaram — o produto trocou de código e o histórico ficou partido em dois.
  • Saldo que não bate na origem — a diferença já existia antes, e a migração apenas a torna visível.

O que garantimos na virada

Os compromissos que tornam a migração reversível e conferível.

  • Nada é apagado na origem — a base antiga permanece intacta e disponível para consulta.
  • Toda conversão é registrada — dá para explicar de onde veio cada valor no sistema novo.
  • Aceite por número — a virada depende de totais fechando, não de impressão.
  • Caminho de volta — enquanto a base nova não é aceita, a operação segue no sistema atual.

O que é conferido antes do aceite

A lista é acordada com você no começo da etapa — e é ela que autoriza desligar o sistema antigo.

Conferência Como comparamos Critério de aceite
Faturamento total por mês, dos últimos 24 meses diferença zero em todos os períodos
Contas a receber saldo em aberto por cliente e por vencimento saldo idêntico, título a título
Estoque saldo por item na data de corte diferença zero, com as divergências prévias documentadas
Cadastros quantidade de ativos depois da deduplicação toda fusão com origem e critério registrados
Histórico de pedidos quantidade e valor por período diferença zero, incluindo os cancelados
Anexos e documentos quantidade de arquivos por registro nenhum documento sem o registro correspondente

Compromissos desta etapa

O que combinamos antes de começar — e cobramos de nós mesmos durante o projeto.

3–8 sem.duração típica conforme o volume
0diferença aceita nos totais conferidos
Origem intactanada é apagado no sistema antigo
24 mesesde histórico conferido período a período

Perguntas frequentes sobre modelagem e migração

As dúvidas que mais aparecem nesta etapa. Sobre prazo, forma de cobrança e contrato, veja as perguntas frequentes da YveTech.

Eu perco o meu histórico na migração?

Não. O histórico migra junto e é conferido registro a registro, com relatório comparando totais por período, saldos e quantidade entre o sistema antigo e o novo. Além disso, a base de origem não é alterada em momento algum: ela permanece disponível para consulta pelo período que você quiser manter.

E se os números não fecharem?

É o resultado esperado nas primeiras cargas — por isso elas são de ensaio. Cada rodada gera um relatório de divergência que aponta se o problema está na regra de conversão ou no dado de origem. Corrigimos e rodamos de novo. O que não fazemos é aceitar diferença "pequena": diferença sem explicação é diferença não entendida.

Preciso mudar os meus códigos de produto e de cliente?

Só se você quiser. Manter os códigos atuais preserva a memória da equipe e do cliente, e é o caminho que recomendamos na maioria dos casos. Quando a codificação atual é a própria fonte do problema — código reaproveitado, faixa esgotada, dois significados no mesmo campo —, propomos a mudança com o mapa de-para registrado, para o histórico continuar rastreável.

Dá para migrar por partes?

Dá, e costuma ser o caminho mais seguro: cadastros primeiro, depois movimentação, por último os anexos. Cada bloco tem a sua conferência. Migração em uma única virada de fim de semana existe, mas só faz sentido quando o volume é pequeno e as bases estão em bom estado.

Quer saber em que estado estão as suas bases?

Fazemos uma leitura inicial e mostramos o que a migração vai encontrar. Conte o seu cenário e retornamos em até 1 dia útil.