Escolha da stack
Linguagem, framework e banco escolhidos pelo problema, pela equipe que vai manter e pelo que a sua hospedagem suporta — não pela novidade do ano.
Stack, limites de domínio, modelo de dados e estratégia de integração definidos antes de construir — e registrados por escrito, para que nenhuma decisão dependa da memória de um único desenvolvedor.
Trocar a cor de um botão custa minutos. Trocar o modelo de dados de um sistema em produção custa meses.
Todo sistema tem arquitetura. A diferença é se ela foi escolhida ou herdada — se alguém decidiu como os dados se organizam e onde ficam as fronteiras, ou se isso foi se formando conforme as urgências apareceram. A segunda é a origem da frase que ouvimos com frequência: "qualquer mudança agora custa caro e demora demais".
Nesta etapa definimos o que é caro de mudar: como o domínio se divide, como os dados se relacionam, o que é síncrono e o que pode esperar, por onde entram e saem as integrações, como o sistema se comporta quando um terceiro cai. Também definimos o que não vamos fazer — porque quase toda arquitetura ruim começa como uma arquitetura ambiciosa demais para o problema.
Cada decisão vira um registro curto: o que foi decidido, quais alternativas foram consideradas e por que esta venceu. É o documento que permite a outra equipe assumir o sistema — inclusive a sua — sem precisar entrevistar quem escreveu o código.
A pergunta que fazemos em cada decisão não é "qual é a melhor tecnologia?". É "quem vai manter isso daqui a dois anos, e com essa escolha ainda vai conseguir?".
Seis decisões que orientam tudo o que vem depois.
Linguagem, framework e banco escolhidos pelo problema, pela equipe que vai manter e pelo que a sua hospedagem suporta — não pela novidade do ano.
Como as entidades se relacionam, o que é histórico e o que é estado atual, e o que precisa ser auditável desde o primeiro dia.
Onde termina vendas e começa faturamento. Fronteira clara é o que permite mexer em uma parte sem quebrar a outra.
Como o sistema conversa com ERP, gateway, marketplace e órgão público — e o que acontece quando o outro lado não responde.
Cada escolha estrutural com alternativa e motivo. Curto, datado e versionado junto com o código.
O que muda quando o volume dobra, e quanto isso custa por mês. Estimado antes, não descoberto na fatura.
Um desenho que o time técnico usa e que o dono do negócio consegue ler.
De uma a três semanas, com prova técnica onde o risco é real.
Volume, concorrência, disponibilidade, auditoria, retenção e LGPD. São eles que descartam metade das opções antes de qualquer gosto pessoal.
Montamos duas ou três opções viáveis, com o que cada uma cobra em complexidade, custo e prazo.
Onde o risco é real — uma integração duvidosa, um volume incomum — construímos um teste pequeno antes de apostar o projeto nele.
O desenho final, os registros de decisão e o padrão de código que a equipe vai seguir. Entregue, não prometido.
Escolhas que parecem sofisticadas na apresentação e cobram caro na manutenção.
Ferramentas escolhidas pelo problema — nunca por moda.
Não existe escolha sem contrapartida. O que existe é escolha com a contrapartida explicada antes.
| Decisão | Quando faz sentido | O que cobra em troca |
|---|---|---|
| Sistema único (monolito) | a maioria dos sistemas de PME: um time, um domínio | exige disciplina de fronteira interna para não virar um bolo só |
| Serviços separados | times independentes ou partes com escala muito diferente | multiplica infraestrutura, monitoramento e complexidade de deploy |
| Banco relacional | dado com integridade e relatório — quase sempre | exige modelagem cuidadosa antes, não depois |
| Fila de processamento | tarefa lenta que não pode travar a tela do usuário | mais uma peça para monitorar, e ordem de execução deixa de ser óbvia |
| Nuvem gerenciada | quer começar rápido, sem equipe de infraestrutura | custo mensal que cresce com o uso e precisa ser acompanhado |
| Servidor próprio | já existe infraestrutura e time de TI | atualização, backup e continuidade passam a ser seus |
O que combinamos antes de começar — e cobramos de nós mesmos durante o projeto.
As dúvidas que mais aparecem nesta etapa. Sobre prazo, forma de cobrança e contrato, veja as perguntas frequentes da YveTech.
Não, mas também não recomeçamos do zero a cada projeto. Temos um conjunto que dominamos bem — e é o que costuma sair mais barato para você, porque a equipe é produtiva nele desde o primeiro dia. Quando o problema pede outra coisa, mudamos e explicamos por quê.
Quase certamente não. Microserviços resolvem um problema de organização de times grandes, e cobram um preço alto em infraestrutura e operação. Para a maioria das empresas que atendemos, um sistema único bem dividido por dentro entrega o mesmo resultado com uma fração do custo.
Definimos na etapa qual é o volume esperado e testamos o ponto de risco antes de construir tudo. Também deixamos escrito o que precisa mudar quando o volume dobrar — para que crescer seja uma obra prevista, e não uma emergência.
Essa é uma das razões de a etapa existir. Código no seu repositório, documentação de arquitetura entregue, nada de recurso proprietário que prenda a uma nuvem específica. Sair deve ser possível — e o fato de ser possível é o que mantém a relação saudável.
Uma avaliação de arquitetura mostra o que está travando e o que dá para destravar sem reescrever tudo.
As quatro etapas do método e os três recortes da operação — cada uma com o seu próprio detalhamento.