Conversa com quem executa
Entrevistas com as pessoas que vivem o processo, não só com quem o descreve. É onde aparecem as exceções que ninguém documentou.
Antes de escrever código, entendemos como o trabalho acontece de verdade — não como o manual diz que acontece. Ao final você tem o processo mapeado, as regras escritas e escopo, prazo e preço fechados para aprovar.
É quase sempre problema de alguém ter suposto o processo em vez de ter ido ver.
O sistema que ninguém usa costuma ter sido construído a partir da descrição do gestor, e não da rotina de quem opera. O gestor descreve o processo aprovado; quem executa conhece as exceções — o cliente que paga metade agora e metade na entrega, o pedido que sai sem nota porque o caminhão não pode esperar, a planilha paralela que existe porque o sistema atual não deixa registrar aquilo. É nas exceções que o software vive ou morre.
Por isso a descoberta acontece com as pessoas certas na sala: quem vende, quem fatura, quem separa, quem cobra. Mapeamos o fluxo de ponta a ponta, escrevemos as regras de negócio em português — não em código — e devolvemos para você conferir. Regra que ninguém consegue explicar em uma frase costuma ser regra que ninguém entende, e essa conversa é mais barata agora do que depois.
Daí sai o backlog priorizado por valor: o que resolve mais dor primeiro, e não o que veio primeiro na conversa. Com ele fechamos escopo, prazo e preço, e deixamos igualmente escrito o que fica de fora — a fronteira é a parte do documento que evita a discussão desconfortável lá na frente.
Se a descoberta mostrar que o seu problema se resolve ajustando o sistema que você já tem, nós dizemos isso. Vender projeto grande para problema pequeno é fácil, e é exatamente o que não fazemos.
Seis entregas concretas — todas suas, mesmo que o projeto não avance.
Entrevistas com as pessoas que vivem o processo, não só com quem o descreve. É onde aparecem as exceções que ninguém documentou.
O fluxo de ponta a ponta com os pontos de retrabalho, espera e informação perdida marcados.
Prazo, desconto, alçada, tributação, comissão — em português, conferidas por você antes de virarem código.
A lista do que construir ordenada por valor e risco, com estimativa em cada item.
O que entra e, principalmente, o que fica fora desta fase — para a conversa difícil acontecer agora e não no fim.
Integração com terceiro, dado que não existe, decisão que depende de outra área. Cada risco com um plano ao lado.
Artefatos feitos para serem lidos por quem decide — e usados por quem constrói.
De uma a três semanas, conforme o tamanho do processo.
Acompanhamos a rotina e conversamos com quem executa cada parte. Ver o trabalho acontecendo vale mais que uma hora de reunião.
Transformamos o que vimos em um mapa navegável, com as exceções explícitas, e devolvemos para você corrigir.
Ordenamos o backlog por valor e risco junto com você. O que resolve mais dor primeiro; o resto entra em fases seguintes.
Escopo, prazo e preço definidos, com a fronteira do que fica de fora. Você aprova sabendo o que recebe.
Os cenários em que pular esta etapa costuma custar caro depois.
Ser claro sobre o limite da etapa é o que a mantém curta e útil.
São elas que mudam o desenho do sistema — e quase nunca aparecem num briefing por e-mail.
| Área | Pergunta que fazemos | O que a resposta muda |
|---|---|---|
| Vendas | que desconto cada perfil pode dar sem aprovação? | a alçada vira regra no sistema, não conversa no corredor |
| Estoque | o que acontece quando falta o item já vendido? | define reserva, saldo disponível e o aviso na tela do vendedor |
| Faturamento | quais operações mudam a tributação? | muda o modelo fiscal inteiro e o que precisa ser parametrizável |
| Financeiro | como um pagamento parcial é registrado hoje? | define baixa parcial, saldo devedor e o relatório de inadimplência |
| Atendimento | o que hoje só existe no WhatsApp? | revela a informação que precisa entrar no sistema para não se perder |
O que combinamos antes de começar — e cobramos de nós mesmos durante o projeto.
As dúvidas que mais aparecem nesta etapa. Sobre prazo, forma de cobrança e contrato, veja as perguntas frequentes da YveTech.
Sim, e de propósito: é trabalho de gente sênior, com entrega própria. O valor é fechado antes e, quando o projeto avança conosco, entra como parte dele. Descoberta "de graça" costuma sair no preço do projeto de qualquer jeito — e pressiona quem a faz a aprovar o escopo.
Não. A maioria das empresas que atendemos não tem, e tudo bem — documentar é justamente parte do que entregamos. Se você já tiver algo escrito, usamos como ponto de partida e conferimos contra o que acontece na prática.
Muda mesmo, quase sempre — e não é problema, desde que seja explícito. Toda mudança entra com impacto de prazo e custo estimado, e você decide se entra agora, se troca por outro item ou se fica para a próxima fase. O que não fazemos é absorver mudança em silêncio até o prazo estourar.
Fazemos, e é um pedido comum. Nesse caso a etapa vira auditoria: o que o sistema atual cobre, o que a operação resolve por fora, qual o estado do código e o que é viável aproveitar. Muitas vezes a conclusão é integrar em vez de trocar.
A descoberta começa com uma conversa de contexto, sem compromisso. Conte o seu cenário e retornamos em até 1 dia útil.
As quatro etapas do método e os três recortes da operação — cada uma com o seu próprio detalhamento.