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Navegação principal

Estrutura de abas pensada para o uso com uma mão só. Por trás dessa frase existe um conjunto de decisões concretas: o que merece uma aba, o que é atalho, onde o dedo alcança sem esforço e o que muda entre o iPhone e o Android.

O polegar tem alcance, e ele é curto

Celular grande, mão ocupada, pessoa em pé no ônibus ou no balcão do cliente. É essa a situação real de uso.

Segure um celular moderno com uma mão só e observe até onde o polegar chega sem que a mão se reposicione: uma faixa em arco, na metade de baixo da tela. É ali que ficam as ações que se repetem — as abas, o botão de confirmar, o de adicionar. O topo da tela é ótimo para título e informação, e péssimo para o que a pessoa vai tocar quarenta vezes por dia.

A segunda decisão é quantas abas existem. Três a cinco funcionam; seis já viram um menu que ninguém lê. E o critério para ganhar uma aba não é a importância que a área tem no organograma da empresa, é a frequência de uso: o que é aberto todo dia merece aba, o que é aberto uma vez por mês vive dentro de outra tela sem prejuízo nenhum.

A terceira é respeitar o sistema. iPhone e Android têm convenções diferentes de voltar, de rolar, de posicionar ação — e o usuário aprendeu as do aparelho dele, não as do seu app. Um aplicativo que impõe o comportamento do iOS ao Android parece estrangeiro e gera erro de uso. Uma base de código não significa uma interface idêntica: o que é compartilhado é a lógica; o comportamento de navegação segue a casa.

Todo item de menu que ninguém abre é um custo permanente: ocupa espaço, dispersa a atenção e precisa continuar funcionando a cada atualização.

As decisões que compõem a navegação

Seis critérios aplicados em toda tela que desenhamos.

Zona do polegar

Ação repetida na metade de baixo, ao alcance de uma mão. Topo para informação, não para botão.

Alvo de toque

No mínimo 44 por 44 pontos no iOS e 48 por 48 dp no Android — erro de toque é frustração silenciosa.

Abas por frequência

De três a cinco destinos, escolhidos pelo que se usa todo dia, não pelo organograma.

Convenção de cada sistema

Voltar, rolar, ordenar e posicionar ação seguindo o que o usuário já aprendeu no aparelho dele.

Acessibilidade

Leitor de tela, contraste suficiente e respeito ao tamanho de fonte escolhido no sistema.

Estados visíveis

Carregando, vazio, erro e sem conexão desenhados — o app nunca deixa a pessoa olhando para o nada.

A navegação por dentro

O mapa, o alcance real do polegar e o que acontece quando a tela não tem o que mostrar.

Como chegamos a essa estrutura

A navegação é decidida na etapa de protótipo e verificada com uso real depois da publicação.

Inventário de tarefas

Listamos tudo o que o app precisa permitir e com que frequência cada coisa acontece.

Corte das abas

As tarefas diárias viram abas; o resto entra dentro delas ou no perfil. Nada de aba "mais".

Teste de alcance

Verificamos no aparelho, com uma mão, em pé — inclusive nos modelos de tela grande.

Verificação com dados

Depois de publicado, o uso mostra se a estrutura acertou. Aba morta é sinal de corte errado.

Sinais de navegação mal resolvida

O que costumamos encontrar em aplicativos que chegam para reforma.

  • Menu com tudo dentro — a lista de opções cresceu até ninguém achar mais nada.
  • Ação principal no topo — o botão mais usado exige reposicionar a mão a cada uso.
  • Voltar imprevisível — às vezes volta uma tela, às vezes sai do fluxo inteiro.
  • Aba que ninguém abre — ocupa espaço permanente e responde por 1% do uso.

O que verificamos antes de publicar

Uma lista curta que evita a maior parte das reclamações de usabilidade.

  • Uso com uma mão — as ações frequentes ao alcance do polegar, em tela grande.
  • Tamanho dos alvos — nenhum botão abaixo do mínimo recomendado por cada sistema.
  • Fonte aumentada — o layout continua legível com o texto ampliado do sistema.
  • Leitor de tela — a navegação inteira percorrida sem enxergar a tela.

O que muda entre iPhone e Android

Diferenças que respeitamos mesmo quando a base de código é uma só.

Elemento iOS Android
Voltar gesto da borda esquerda e botão no topo gesto do sistema ou botão de navegação
Destinos principais barra de abas na base barra de navegação na base ou gaveta lateral
Ação principal da tela botão no topo à direita ou barra inferior botão flutuante no canto inferior direito
Alvo mínimo de toque 44 × 44 pontos 48 × 48 dp
Confirmação e alertas diálogo padrão do sistema diálogo do Material Design
Tipografia e ícones família e conjunto do sistema Apple família e conjunto do Material Design

Compromissos desta etapa

O que combinamos antes de começar — e cobramos de nós mesmos durante o projeto.

3–5destinos na navegação principal
44 · 48alvo mínimo de toque em cada sistema
1 mãocritério de alcance das ações frequentes
Leitor de telanavegação verificada sem enxergar a tela

Perguntas frequentes sobre navegação principal

As dúvidas que mais aparecem nesta etapa. Sobre prazo, forma de cobrança e contrato, veja as perguntas frequentes da YveTech.

Meu app precisa ser igual no iPhone e no Android?

A estrutura e as funções, sim; o comportamento de navegação, não. Manter o gesto de voltar, a posição da ação principal e os diálogos de cada sistema faz o app parecer nativo dos dois lados. Impor um padrão único costuma agradar a quem aprovou o projeto e atrapalhar quem usa.

Quantas abas o aplicativo pode ter?

De três a cinco. Com duas, provavelmente não era caso de abas; com seis ou mais, a barra fica apertada e as pessoas param de ler os rótulos. Quando a lista não cabe, o problema costuma ser escopo, não navegação — e é melhor resolver ali.

Menu lateral é ruim?

Não é ruim, é escondido: o que está lá dentro recebe muito menos uso do que o que está visível na base. Funciona bem para configurações, perfil e áreas ocasionais. Colocar a tarefa principal dentro dele é o erro que vemos com mais frequência.

Acessibilidade atrasa o projeto?

Quando entra desde o protótipo, quase não pesa: é escolher contraste adequado, dar rótulo aos ícones e testar com o leitor de tela. Adaptar depois é que custa caro — e nas duas lojas a acessibilidade já aparece em critério de avaliação.

Sua equipe reclama que não acha as coisas no app?

Revisamos a navegação com base no uso real e propomos uma estrutura nova — sem reconstruir o aplicativo inteiro.